Avelino Henriques da Costa Cunhal (1887-1966)

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Natural de Seia onde nasceu em 28 de Outubro de 1887 (ver doc.-PT/ADGRD/PRQ/PSEI20/001/00026), licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, vindo a exercer a advocacia. Foi nomeado Governador Civil da Guarda, lugar que ocupou por um breve período de tempo (20/11/1923 a 17/12/1923).

A partir de 1924, passa a exercer a advocacia em Lisboa, onde se virá a destacar como defensor de acusados, pela ditadura de crimes contra a nação e práticas subversivas

É autor de várias obras de géneros literários diversos. Foi colaborador das revistas Vértice, Seara Nova e O Diabo. No romance é autor de Senalonga, obra centrada em Seia, sua terra natal e Areias Secas. Escreveu várias peças de teatro sob o pseudónimo de Pedro Serôdio: Naquele Banco, Ajuste de Contas, Dois Compartimentos e Tudo Noite, entre outras. Estas peças eram uma forma de o autor exercer uma acutilante intervenção social, pelo que foram alvo de censura.

Avelino Cunhal, destacou-se ainda como pintor e desenhador, dentro da corrente neo-realista. Participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas da Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo visto as suas obras apreendidas pela polícia na segunda destas exposições, em 1947.

A sua atitude e acção de opositor ao regime ditatorial de Oliveira Salazar fizeram com que fosse preso por vários meses, um dos quais incomunicável.

Avelino Cunhal foi pai de Álvaro Cunhal, líder histórico do Partido comunista português.

Faleceu em 19 de Fevereiro de 1966.